Entre as minhas variadas atividades mora uma paixão pela astrologia. Faço mapas, dou consulta, mas às vezes esqueço de usar pra mim mesma.
No quesito previsões, sou ótima de trânsitos, mas não sou muito boa de revolução solar. Falta estudo e prática.
Mas agora fui fazer a revolução do meu marido, já que vai passar o aniversário dele no Brasil, e aproveitei para revisar a minha de 2008 pra ver se achava sinal de alguma melhora a partir de junho de 2009.
Então na minha revisão que envolve o período de junho de 2008 a junho de 2009, estou com o que se diz em astrologuês, um ascendente na casa doze. Numa apostila minha, achei a seguinte anotação sobre o assunto:
"Ano para aprender a me despachar e reestruturar, abrir mão do controle. Neste ano a sensação que a pessoa tem é de que está presa e é inocente. Convivência em hospital ou prisão. Aceitar a vida como ela é. "
Depois de ler isso, minha única reação possível foi uma gargalhada fenomenal.
Como pude perder este textinho de vista? Ele resume exatamente meu ano. A lista infindável de regras, as mudanças inacreditáveis de hábitos, a falta de vida Um ano dedicado a saúde incluindo muitas idas a hospital, um ano em tentei controlar tudo por não poder controlar nada. O ano em que investi tudo num projeto e dei majestosamente com a cara na parede. Um ano em que eu não fui.
Sei que não sou, mas neste momento me sinto perdida e impotente. Como se o mundo fosse um monstro com uma bocarra imensa que vai me engolir inteira se eu ficar parada onde estou um instante mais que seja.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
sonhos no freezer
Dois mil e oito foi praticamente inteiro dedicado a um projeto de vida que não deu certo. Acho que poucas coisas são mais difíceis de se aceitar que encarar o fato de que apesar de a gente ter feito tudo, absolutamente tudo que podia e não podia, não chegamos ao que se deseja.
Pra lidar com a frustração que atingiu seu clímax da negativa exatamente junto das festas, estamos nos valendo daquela famosa tática humana de confortar a alma chamada 'prêmio de consolação'.
No meu caso, o prêmio que estou ganhando e me permitindo é uma viagem antecipada ao Brasil.
Agora só penso nisso. Nas três semanas de calor que me esperam a partir de 24 de janeiro... ...dream dream dream...
Aliás, estes dias, meu marido, conversando via msn com um amigo no Brasil, ao ser perguntando sobre como estava a vida, simplesmente respondeu que nesta época do ano, seu julgamento sobre os fatos fica comprometido por causa do desgosto com o frio e a neve.
Este inverno está sendo pior, repito PIOR do que de costume.
Semana passada pegamos sensação térmica de 35 negativos. A neve se acumula e vira gelo sobre todos os lugares, é uma coisa tétrica simplesmente enfiar a cara na rua.
Eu amo Chicago e odeio Chicago.
Mas agora só tenho pensamentos para o fim de janeiro, onde estou depositando a minha felicidade. Vinte e um dias de liberdade, de esquecimento desses horrores nórdicos.
Já sei que 2009 traz promessas legais de trabalho pra mim. Conclusão de um filme, duas peças engatilhadas... E também estou contando com o ano novo para trazer dias melhores na nossa vida, renovando algumas esperanças ou trazendo a serenidade para decidir abandonar os sonhos que não dão certo.
Pra lidar com a frustração que atingiu seu clímax da negativa exatamente junto das festas, estamos nos valendo daquela famosa tática humana de confortar a alma chamada 'prêmio de consolação'.
No meu caso, o prêmio que estou ganhando e me permitindo é uma viagem antecipada ao Brasil.
Agora só penso nisso. Nas três semanas de calor que me esperam a partir de 24 de janeiro... ...dream dream dream...
Aliás, estes dias, meu marido, conversando via msn com um amigo no Brasil, ao ser perguntando sobre como estava a vida, simplesmente respondeu que nesta época do ano, seu julgamento sobre os fatos fica comprometido por causa do desgosto com o frio e a neve.
Este inverno está sendo pior, repito PIOR do que de costume.
Semana passada pegamos sensação térmica de 35 negativos. A neve se acumula e vira gelo sobre todos os lugares, é uma coisa tétrica simplesmente enfiar a cara na rua.
Eu amo Chicago e odeio Chicago.
Mas agora só tenho pensamentos para o fim de janeiro, onde estou depositando a minha felicidade. Vinte e um dias de liberdade, de esquecimento desses horrores nórdicos.
Já sei que 2009 traz promessas legais de trabalho pra mim. Conclusão de um filme, duas peças engatilhadas... E também estou contando com o ano novo para trazer dias melhores na nossa vida, renovando algumas esperanças ou trazendo a serenidade para decidir abandonar os sonhos que não dão certo.
domingo, 14 de dezembro de 2008
a palavra e a máscara
Fevereiro de 2007 eu passei na cidade maravilhosa fazendo aulas na CAL. Eu tava com uma vontade imensa de atuar em português. Eu só atuei em português quando menina, e aquela não sou mais eu. Só que foi bem na época da minha paixão doida pelo teatro físico. Resultado, acabou que fiz várias aulas ligadas à fisicalidade, e quase nada à palavra.
Eu me pergunto sempre que liberdade sensacional seria expressar o texto na minha língua mãe! Quantas nuances mais, quantos duplos-sentidos e quantos sotaques e tiques de classe social deixariam de me escapar e coloririam minha expressão de mais complexas formas humanas?
Ou não. Há uma professora minha que disse que talvez eu também use o idioma como uma máscara. Que seja talvez mais fácil eu desnudar a alma me escondendo atrás do inglês.
Eu me pergunto sempre que liberdade sensacional seria expressar o texto na minha língua mãe! Quantas nuances mais, quantos duplos-sentidos e quantos sotaques e tiques de classe social deixariam de me escapar e coloririam minha expressão de mais complexas formas humanas?
Ou não. Há uma professora minha que disse que talvez eu também use o idioma como uma máscara. Que seja talvez mais fácil eu desnudar a alma me escondendo atrás do inglês.
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