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domingo, 19 de outubro de 2008

prazeres inesperados


Este fim de semana está sendo super artístico. Começando na quinta-feira quando fui assitir a preview de "Militant Language", com o Halcyon Theatre. Foi com este grupo que eu fiz "Henry IV" este ano, e por isso fui convidada para esta pré-estréia.
A peça é sobre o Iraque, retratando um episódio fictício mostrando a guerra do ponto de vista dos soldados americanos que estão lá. Eu estava muito receosa com o tema, já que parece meio oportunista, mas devo dizer que me surpreendi muito.
O texto é de Sean Christopher Lewis e está tendo uma estréia nacional simultânea em Chicago, Columbus, Cleveland, Cincinatti, Seattle e NYC. O texto e as performances me afetaram de forma visceral e fui transportada pro deserto, pros questionamentos, pros medos e abusos causados por esses soldados.
No meio da guerra, o texto é recheado de conteúdo sexual e toca no tabu do homossexualismo no exército. Teve um momento de nudez masculina, que me deixou bem desconfortável, apesar de ser rápido e contribuir na forma que a história foi contada. Acho muito legal quando a arte consegue deixar a platéia sem jeito.
O Halcyon está alugando um espaço comercial que transformaram em teatro. Achei bem precário e mal construído - o velho problema da falta de grana. Felizmente, na magia do teatro, a qualidade da perfomance faz a gente esquecer onde se está.
Sexta fui ver um show de KD Lang. Ela é conhecida por ser uma cantora country lésbica do Canadá. :) E ela é ótima!
Grecco Buratto, amigo de infância do meu marido e guitarrista extraordinaire, está tocando na tour de KD. Eu não conhecia o trabalho dela, mas a convite do Grecco ganhamos lugares na sexta fileira do magnífico e suntuoso Chicago Theater e passes para o backstage após o show. Fiquei fascinada. Ela é bem humorada, tem uma voz inacreditável e uma super presença de palco.
Vestida bem masculina, com calça risca de giz, camisa de abotoadura, colete, lenço amarrado no colarinho, e pés descalços ela agradeceu Chicago pelo seu último export, fazendo uma clara referência a Barack Obama, que mora aqui.
A música é de uma qualidade inquestionável. Não sei se o Brasil já descobriu a KD. Ela veio do country, mas há anos seu repertório já inclui jazz e pop, o que abre o trabalho dela para um público bem maior. Delícia conhecer uma artista assim!

Ontem à noite foi minha leitura dramática no lançamento da revista literária Conclave. Foi bem, mas ainda estou processando alguns acontecimentos, e isso merece um post em separado.
Hoje tem a exposição de algumas amigas artistas plásticas como parte do Chicago Artist's Month, e à noite vamos assistir "A festa da menina morta", filme do Matheus Nachtergaele que é parte do International Film Festival - que também está rolando na cidade. Estou tão empolgada pra ver esse filme, I can't wait!
Outubro é um mês lotado de acontecimentos culturais em Chicago, vou me puxar pra atualizar o blog mais constantemente mesmo em meio a todos estes eventos.